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Críticas

O dedo humano em formas gigantes sempre foi o motivo de impacto na escultura em madeira do paranaense Dirceu Rosa. Ele explora essa parte do corpo com maestria estética. É um detalhe característico de sua obra excelente.

Aurélio Benitez


Ninguém é artista por escolha própria. É-se artista por um desígnio natural. E a origem desse desígnio é ainda um mistério para o homem. O escultor Dirceu Rosa é um exemplo desse determinismo natural. Autodidata, morando no interior do estado, sem nenhum contato com grupos de artistas e longe de qualquer orientação didática, está fazendo um trabalho bastante original na escultura. Obedecendo a um impulso íntimo, Dirceu Rosa coloca em seus trabalhos uma característica totalmente sua. É que as formas de dedos são-lhe esteticamente atraentes. Ele as coloca em suas peças, dando-lhes dimensões que chegam ao limite do fantástico. Os dedos exercem uma atração frenética neste escultor. Nota-se que essa atração nasce lá do âmago do artista. Ele obedece essa ordem fielmente, com convicção. Adivinha que a arte tem muita força e que foi escolhido por ela para dar uma mensagem através de sua obra. Os resultados são essas peças que conseguem provocar um bom impacto quando se entra em contato com elas. Aí está a originalidade do escultor Dirceu Rosa. Dono de um domínio total sobre a madeira, devido a um diálogo diuturno com esse material, o jovem escultor consegue um excelente resultado quando faz figuras humanas com formas de tendências abstratas. Aliás, em todos os seus trabalhos, destaca-se o encontro de formas representando o corpo humano e também formas abstratas. Isto significa que Dirceu Rosa é um intuitivo. Faz o que o seu íntimo lhe dita. Por isso sua obra é original. Este modo de criar, só pode valorizar ainda mais, dia-a-dia, a arte de Dirceu Rosa.

Aurélio Benitez

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